Campo Grande - MS, quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Metáfora

DOUTORA

Não se preocupe por não poder dar aos seus filhos o melhor de tudo...Dê a eles o seu melhor.”

Certo dia, uma mulher chamada Anne foi renovar a sua carteira de motorista.

 

Quando lhe perguntaram qual era a sua profissão, ela hesitou. Não sabia bem como se classificar.

O funcionário insistiu: "o que eu pergunto é se tem um trabalho."

 

"Claro que tenho um trabalho", exclamou Anne. "Sou mãe."

 

"Nós não consideramos isso um trabalho. Vou colocar dona de casa", disse o funcionário friamente.

 

Uma amiga sua, chamada Marta soube do ocorrido e ficou pensando a respeito por algum tempo.

Num determinado dia, ela se encontrou numa situação idêntica. A pessoa que a atendeu era uma funcionária de carreira, segura, eficiente.

 

O formulário parecia enorme, interminável.

 

A primeira pergunta foi: "qual é a sua ocupação?"

 

Marta pensou um pouco e sem saber bem como, respondeu:

"Sou doutora em desenvolvimento infantil e em relações humanas."

 

A funcionária fez uma pausa e Marta precisou repetir pausadamente, enfatizando as palavras mais significativas.

 

Depois de ter anotado tudo, a jovem ousou indagar;

 

"Posso perguntar, o que é que a senhora faz exatamente?"

 

Sem qualquer traço de agitação na voz, com muita calma, Marta explicou: "Desenvolvo um programa à longo prazo, dentro e fora de casa."

 

Pensando na sua família, ela continuou: "sou responsável por uma equipe e já recebi quatro projetos. Trabalho em regime de dedicação exclusiva. O grau de exigência é de 14 horas por dia, às vezes até 24 horas."

 

À medida que ia descrevendo suas responsabilidades, Marta notou o crescente tom de respeito na voz da funcionária, que preencheu todo o formulário com os dados fornecidos.

 

Quando voltou para casa, Marta foi recebida por sua equipe: uma menina com 13 anos, outra com 7 e outra com 3.

 

Subindo ao andar de cima da casa, ela pôde ouvir o seu mais novo projeto, um bebê de seis meses, testando uma nova tonalidade de voz.

 

Feliz, Marta tomou o bebê nos braços e pensou na glória da maternidade, com suas multiplicadas responsabilidades. E horas intermináveis de dedicação...

 

"Mãe, onde está meu sapato? Mãe, me ajuda a fazer a lição? Mãe, o bebê não pára de chorar. Mãe, você me busca na escola? Mãe, você vai assistir a minha dança? Mãe, você compra? Mãe..."

 

Sentada na cama, Marta pensou: "se ela era doutora em desenvolvimento infantil e em relações humanas, o que seriam as avós?"

 

E logo descobriu um título para elas: doutoras-sênior em desenvolvimento infantil e em relações humanas.

 

As bisavós, doutoras executivas sênior.

 

As tias, doutoras-assistentes.

 

E todas as mulheres, mães, esposas, amigas e companheiras: doutoras na arte de fazer a vida melhor.

 

Num mundo em que se dá tanta importância aos títulos, em que se exige sempre maior especialização, na área profissional, torne-se um(a) especialista na arte de amar.

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